Quando eu era criança história em quadrinhos era proibido. Havia um consenso que faziam mal para as crianças. As professoras reclamavam que os gibís deixavam os alunos preguiçosos e sem folego para encarar qualquer livro que não fosse ilustrado.
O tempo passou e hoje os quadrinhos foram reconhecidos como literatura e ocupam sessões em bibliotecas e livrarias, seus autores viraram celebridades e Hollywood transformou em filme até o personagem mais sem graça da Marvel.
Hoje a Internet passa pelo mesmo processo, é demonizada por educadores e intelectuais, os argumentos são os mesmos e os pais continuam gritando para os filhos sairem da frente do computador.
Se os adolescentes ficavam pendurados no telefone, agora é no MSN e Skipe. As conversas são quase as mesmas só mudou o aparelho.
Antes de simplesmente criticar e ficar regulando horário, precisamos pensar na qualidade do uso que nossos filhos estão fazendo da Web, ela pode ser uma porta de entrada para muita coisa útil, uma enciclopédia universal maravilhosa em todas as linguas e com todas as imagens.
Na Internet existe informação, cultura, lazer, oportunidades de trabalho e estudo, só precisamos deixar o preconceito de lado, um país com tamanha carência de educação precisa aprender a utilizar todo este potencial.
Luiz Pryzant